Muitas pessoas cegas acabam passando a maior parte do seu dia em casa, com receio de sair sozinhas por conta dos desafios e da violência da cidade. Outras querem ter a sua independência e desejam trabalhar e ter uma vida social mais ativa. Através do Curso de Orientação e Mobilidade, o cego, auxiliado por profissionais habilitados, aprende/reaprende a se deslocar pela cidade. Se o Caue conseguir captar os recursos financeiros para o seu atendimento, no site da UHELP, ele poderá fazer um Curso de Orientação e Mobilidade, o que dará uma independência muito maior para ele.

No Brasil porém, há uma grande carência de adaptações urbanas que auxiliam as pessoas cegas, como por exemplo:

Piso tátil

O piso tátil serve para direcionar a pessoa com deficiência visual, servindo como uma trilha que guia o deslocamento. O piso tátil direcional é assim:

piso tatil direcional

Piso tátil direcional para cegos

Existe também o piso tátil de alerta, que tem como função alertar a pessoa de perigos e obstáculos como por exemplo o limite da plataforma do metrô e trem, o fim da calçada e início do asfalto da rua, orelhões, evitando assim acidentes. No Brasil os pisos táteis existem desde 2004, mas a maioria das pessoas não sabem para que servem e em alguns locais estão colocados de forma inadequada. Este é o formato do piso tátil de alerta:

Piso tátil de alerta

Piso tátil de alerta para cegos

Acessibilidade

Outra dificuldade grande são as calças, muitas vezes com degraus enormes e buracos, muito perigosas pra que uma pessoa cega consiga andar com segurança, além de não terem guia rebaixada para atravessar a rua. Os estabelecimentos raramente oferecem acesso apropriado com rampas e banheiros adaptados.

Para a sua locomoção, o cego usa uma bengala que sempre é direcionada pra frente, tateando o chão e os objetos e assim que são identificados, a pessoa desvia. Objetos altos como orelhões e portões eletrônicos abertos são mais difíceis de identificar e a pessoa corre riscos de se machucar.

Outra opção ainda rara é o cão-guia, que desvia inclusive de obstáculos aéreos, levando o cego com maior segurança ao seu destino.

Pessoas cegas podem trabalhar e desempenhar funções como qualquer outra pessoa. Basta que possam contar com as adaptações urbanas necessárias para que a deficiência não seja o fator que a diferencia! Esse é um direito do cidadão que não é cumprido no Brasil.
Achei um vídeo bem bacana do programa A Liga, onde são abordadas diversas deficiências e o dia a dia das pessoas. Vale a pena ver!

Sabe como você pode fazer a sua parte? Não estacione em vagas para deficientes, em frente à guias rebaixadas ou em cima da faixa de pedestres. Esteja sempre atento e pare para as pessoas (não só as com deficiência) atravessarem a rua e, caso veja alguém que está precisando de seu auxílio, seja cadeirante, cego ou com qualquer outra necessidade, ajude, estenda a mão e faça o seu bom gesto do dia. Todos juntos podemos fazer a diferença. 🙂

Comentários